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Sobre o Autor


Antônio Peticov

Como tantos outros imigrantes de várias partes do mundo, os Peticov vieram para o Brasil nos anos 1920 em busca de segurança, paz e condições para prosperar. Búlgaros de origem humilde, agricultores sérios e dedicados ao trabalho, atravessaram o Atlântico com passagens pagas pelo governo brasileiro, que, após abolir a escravidão, precisava de mão deobra no campo. A família enfrentou as adversidades geradas pelo idioma, as condições precárias das fazendas, a alimentação estranha e o clima demasiadamente quente. Mas, com muita fé e dedicação, foi construindo o futuro nas cores fortes do campo paulista. O filho André casou-se, enviuvou e se tornou pastor, formando-se em Teologia, pelo Se-minário Batista, no Rio de Janeiro. Em 2 de julho de 1946, nasceu Antonio Peticov, em uma parada estratégica na cidade de Assis, em São Paulo, já quase fronteira com o Paraná. Em meio às viagens do evangelizador André, sua mulher, Gláucia, entregava ao mundo o segundo filho do casal. Ao longo da vida, Antonio enfrentaria com os pais o desafio de pregar a palavra de Deus pelo Brasil. Primeiramente, no Espírito Santo; depois, em São Paulo, Rio de Janeiro e, de novo, em São Paulo. Foram anos de descobertas e aprendizados para Antonio, que, vivenciando diferentes cenários, foi assimilando cores, aromas, sabores, sons e montando um equilibrado arquivo racional e emocional de tudo isso. Foi em 1960, no início da adolescência, ao ter o pai envolvido na organização do X Congresso da Aliança Batista Mundial, no Rio de Janeiro, que Antonio sentiu o despertar de sua vocação para as artes. Conviveu com Mauro Salles Júnior, diretor de Arte, que trabalhava na Casa Publicadora Batista. Ao ver a criatividade do artista gráfico se materializando em maquetes, móbiles, cartazes e outras peças, percebeu que sua relação com o mundo seria pela arte. O irmão mais velho, Walter, o “artista” da família, ganhou um belo kit de pintura. Com o presente, veio um brinde, um mini kit, que ficou para o caçula Antonio. Aos 14 anos, fez seus primeiros trabalhos, que vendeu durante evento da religião dos pais. Começava um despertar que, a bem da verdade, iria tornar-se eterno. Antonio Peticov é um criador permanente, livre de compromissos com escolas ou tendências, sem limite para o uso dos mais diferentes suportes, incansável na busca de qualidade e dono de uma invulgar linguagem própria. Ele não acredita em inspiração. Enfrenta o desafio do nada para criar o tudo que precisa na paixão de transmitir suas emoções. Começou estudando/relendo outros pintores, de Aldemir Martins a Picasso, passando pelos mestres da pintura clássica, como Jean-François Millet e o inovador Paul Klee (pesquisador da “utilidade” na arte). Para, depois, criar suas próprias obras. E desenha, pinta, esculpe e grava com linguagem única e surpreendente. Compromissado consigo mesmo, fiel apenas às próprias crenças artísticas, Antonio Peticov é um autodidata que aprendeu com os livros, em conversas e práticas com mestres. Tem a certeza de que, sempre, é possível fazer ainda mais e melhor. Por isso, utiliza programas de computadores em seu trabalho artístico. Não pense o leitor que a trajetória foi suave, tranquila, de céu azul e águas mansas. Antonio Peticov, acre-ditem, desde a origem humilde, passando pela ausência da educação formal e do acesso à cultura, precisou lutar bastante para chegar ao sucesso internacional como artista plástico. Foi um vibrante partícipe da “geração vencida” (beat generation), instrumentista em shows de rock’n roll, um dos idealizadores da banda “Os Mutantes”, dono de uma psicodélica loja de posters na badalada Rua Augusta, em São Paulo, artesão (fez roupas em couro) e até pintor de paredes. Mas nunca abandonou a certeza de que seu futuro estava nas artes plásticas. Tanto que, na Inglaterra, enquanto esperava um mês para assistir a um show de Jimi Hendrix, encontrou, trabalhou e evoluiu com o transformador Hélio Oiticica. Nessa mesma época, influenciou-se pelas histórias em quadrinhos e a Pop Art norte-americana, o que lhe fez entender melhor Oswald de Andrade e o seu “Movimento Antropofágico”. Imaginem, nessa época, o conflito que Peticov viveu em relação às posições austeras e religiosas de seus pais. Assim, foi viver sozinho sem, entretanto, cortar relações com a família, que sempre amou e o amou. Em 1970, vítima da Ditadura Militar, foi preso e torturado. Peticov era um agitador cultural, uma pessoa que incomodava por suas posições revolucionárias. Foi denunciado e pego com LSD. Solto, saiu do País e viveu 29 anos no Exterior. Depois de trabalhar em Londres (Inglaterra), Milão (Itália) e Nova Iorque (EUA), participar de mostras em todo o mundo e ter obras em acervos públicos e privados, Peticov, após meio século de trabalho, segue sendo um jovem e inquieto criador. Seus alunos percebem isso quando se matriculam. Está sempre investigando as possíveis plataformas, o universo das cores, as possibilidades de texturas, a força dos volumes e a incidência da luz. E o mais importante: em qual novo tema pode abrir uma discussão. Porque seu trabalho tem esse foco, questionar, fazer com que as pessoas reflitam sobre elas próprias e o mundo. Escadas, cérebros, labirintos, natureza, releituras de mestres, paisagens, objetos, cores, pessoas, partituras musicais, ferramentas e qualquer coisa aparentemente viva ou morta, real ou imaginária pode ser razão do trabalho desse artista sem fronteiras, viajante eterno pelos caminhos da imaginação. Não resista, tenha coragem como ele sempre teve e mergulhe na sua obra. Você não vai se arrepender, porque Antonio Peticov tem certeza de que arte é vida.

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